M.A.

 


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No dia mundial do meio ambiente, eu não poderia deixar de olhar em volta e perceber que o problema é sólido, líquido e gasoso.

No final do século para este, surgiu em escala global generalizada a preocupação com a degradação do meio ambiente por atividades geradas pela sociedade humana. O que antes era visto como desenvolvimento, progresso, modernização e lucro, agora é fonte de poluição e geradora de impacto ambiental..

Qual o verdadeiro cenário ambiental? 

Uns afirmam que o planeta, essa nave mãe que gira no espaço, está aquecendo devido à aceleração do efeito estufa pela queima de combustíveis fósseis, que as geleiras estão descongelando, que o clima está se radicalizando, que os alimentos estão contaminados, que os rios e os mares estão agonizando com assoreamento, lixo e esgoto. Por outro lado, as correntes defensoras da industrialização e do mercantilismo, afirmam que tudo é boataria, que a pesquisa e a tecnologia podem superar os problemas, que a economia não pode parar e o desemprego é uma ameaça iminente. Este tênue ponto de equilíbrio sustentável está em processo de aprendizado das economias e do cidadão do século XXI.

Em 2005, com o Protocolo de Quito, estabeleceu-se que a principal causa da elevação da temperatura do planeta estava no aumento das concentrações de gases com alto teor de compostos de enxofre, resultantes, principalmente, da queima de combustíveis fósseis. O objetivo era frear a elevação da temperatura do planeta, através da diminuição da emissão do Dióxido de Carbono (CO2) e de cinco outros gases causadores do efeito estufa, provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis e da destruição dos ambientes naturais. Mas as suas deliberações (redução de 5% em relação aos níveis emitidos pelos países em 1990) não foram realmente cumpridas pelos principais países industrializados.

Em meio a controvérsias sobre o código florestal, se realiza no Brasil a conferencia da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, agora chamada de Rio+20(*). Segundo o site oficial, a proposta é baseada em 3 pilares: econômico, social e ambiental . A conferência trata da “economia verde” no contexto da erradicação da pobreza e a estrutura de governança para o desenvolvimento sustentável no âmbito das Nações Unidas.

No Brasil, quem é responsável pela regulamentação das atividades poluidoras é o CONAMA, através da Política Nacional de Meio Ambiente (6938/81) e da Lei de Crimes Ambientais (9605/98). A portaria CONAMA-382/2006, Estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas, estabelecendo rotinas de análise de gases para os mais diferentes ramos industriais. .

O que analisadores contínuos têm a ver com meio ambiente? 

No cenário das emissões atmosféricas poluidoras, o alvo são os grandes centros urbanos (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Recife e outros) e polos industriais (Guaiba-RGS, Cubatão-SP, Santo André-SP, Camaçari-BA, Duque de Caxias-RJ, Vitória-ES e outros) além de inúmeras cidades de médio e pequeno porte em desenvolvimento, espalhadas pelo Brasil, que compartilham espaço com empreendimentos industriais. Ainda distante dos ideais de automação, os principais problemas de monitoramento das emissões encontrados no Brasil, estão relacionados a identificação inventariada das diversas fontes de emissão, a dificuldade em sistematizar o cálculo das emissões e em integrar os diferentes sistemas corporativos e planilhas de dados.

A instrumentação analítica contínua instalada em linha tem diversas aplicações relacionadas ao meio ambiente, ao manejo e tratamento de efluentes poluidores líquidos e gasosos, ao monitoramento contínuo de propriedades físico químicas desses efluentes antes, durante e após o processamento.

Analisadores contínuos são utilizados não somente em processos e medições relacionadas à qualidade do produto, mas também para realizar de forma automática as análises padronizadas para medições de cada poluente, conforme a metodologia especificada em normas internacionais e nacionais (EPA, ASTM, ISO, ANBT e outras).

As indústrias são levadas a comprar e instalar analisadores contínuos em aplicações do meio ambiente, para atender exigências legais. Para atender ao CONAMA 382, em São Paulo desde 2010 a CETESB (10/2010) está exigindo das empresas a realização de um plano de monitoramento das emissões atmosféricas (PMEA), onde a especifica as operações de amostragem de poluentes, validações, cálculos e expressão dos resultados.

Através do uso adequado dos analisadores no processo é possível otimizar o uso dos equipamentos, do próprio processo e comprovar as taxas de emissão praticas por cada fonte monitorada. Analisadores para monitoramento ambiental são fabricados segundo especificação da metodologia que realiza, devem ser instalados de forma segura e confiável, para garantir que a medição será representativa e poderá ser relacionada com padrões e comparada a outras medições externas.

As equipes de manutenção dos analisadores contínuos empenham-se em manter o nível de confiabilidade exigido para operação da planta. As amostras sujam a superfície dos sensores, entopem linhas de amostra, o processo muda de condição alterando as propriedades da amostra e os técnicos precisam manter uma rotina preventiva adequada, com controle metrológico, insumos e procedimentos estruturados conforme a sua demanda de intervenções.

No tratamento de água, tipicamente são utilizadas medições contínuas de: pH, condutividade, oxigênio dissolvido, potencial redox, turbidez, cor, amônia, metais, DBO e outras. São tratadas a água bruta, a água de uso industrial, água de caldeira, efluentes industriais e esgoto urbano.

Em monitoramento de gases de emissões de fontes fixas, as medições mais comuns são concentração de: monóxido de carbono, dióxido de carbono, dióxido de enxofre, sulfeto de hidrogênio, óxidos de nitrogênio, enxofre total reduzido, mercúrio, ácido clorídrico, vapores orgânicos voláteis e outros. Os analisadores são usados na medição dos gases de emissão na chaminé, em dutos durante o tratamento, para medir a eficiência dos filtros manga, na comprovação para licenciamento ambiental, na quantificação para créditos de carbono, além de ser o elemento de medição principal de uma malha de combustão.

Rio +20: http://www.rio20.info/2012/

e

http://hotsite.mma.gov.br/rio20/a-conferencia/

Por: Sergio Trindade

www.ianalitica.wordpress.com