COP 22

cop-22

logo-tout-les-versionsA COP 22 (22ª Conferência Quadro das Partes sobre Mudanças Climáticas) está sendo iniciada em Marrakech em 12 de novembro, onde será realizada a GCFA – Global Climate Finance Sumit 2016, com a participação de líderes para discutir a ampliação de soluções financeiras viáveis para as mudança climáticas.

A COP É o órgão de decisão supremo da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), aberta à assinatura em 1992 durante a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro e mais tarde entrou em vigor em 1994.

O vídeo abaixo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, fala sobre mudanças climáticas e aquecimento global.

Segundo o site do evento, a importância desse encontro está ligada ao fato que o ecossistema do nosso planeta está ameaçado. Vários estudos científicos provam isso. Os mecanismos naturais que sustentam o clima da Terra e, portanto, todas as espécies vivas, estão em desordem. O mundo está experimentando o aquecimento global sem precedentes de acordo com vários estudos realizados nos últimos 25 anos, nomeadamente pelo IPCC.

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A ilustração acima mostra a formação do efeito estufa formado pelo acúmulo de gases como CO2 metano e outros na atmosfera. Fonte: Felipe Rocha/Portal Amazônia.

Desde o primeiro Relatório de Avaliação do IPCC (FAR), publicado em 1990, os cientistas mostraram que as emissões das atividades humanas estão aumentando as concentrações de gases de efeito estufa, incluindo dióxido de carbono, metano e clorofluorcarbonetos (CFC) na atmosfera. Em seu último relatório, o IPCC especifica o impacto das alterações climáticas em superfícies de terra e mar, bem como as suas consequências diretas na diminuição da cobertura de neve e o derretimento das calotas.

Abaixo o vídeo oficial da COP 22.

A COP 22 definirá regras de aplicação do Acordo de Paris. Representantes de governos de 192 países se reúnem para tirar do papel o acordo para frear aquecimento global. O evento anual da Organização das Nações Unidas (ONU) reúne representantes de diversos países para discutir as mudanças no clima do planeta.

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ACORDO DE PARIS

O acordo de Paris entrou em vigor no final de 2015, o acordo prevê a redução de gases de efeito estufa de forma a limitar o aquecimento global. O compromisso é manter o aumento da temperatura global em menos de 2°C, acima dos níveis pré-industriais, e de enviar esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C.

O Acordo de Paris, firmado em dezembro de 2015 estabelece mecanismos para que todos os países limitem o aumento da temperatura global e fortaleçam a defesa contra os impactos da mudança climática. Dos 195 países que se comprometeram a adotar o acordo, dentre eles Brasil, China e Estados Unidos, 100 já ratificaram as medidas.

O Brasil é responsável por 2,48% das emissões de carbono. Considerado um dos países com metas mais ambiciosas, o compromisso brasileiro é cortar 37% das emissões até 2025, com indicativo de reduzir 43% até 2030. Outras metas brasileiras são aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18%, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como aumentar em 45% a participação de energias renováveis na composição da matriz energética até 2030.

O vídeo abaixo do programa Jornal do Produtor da CNA entrevista o presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente Rodrigo Justos que fala sobre a COP 22.

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CRESCIMENTO AZUL

Um dos conceitos que serão discutidos na COP 22 é o de Crescimento Azul e a resiliência dos oceanos aos efeitos das alterações climáticas.

A estratégia “Crescimento Azul” tem por objetivo apoiar a longo prazo o crescimento sustentável no conjunto dos setores marinho e marítimo, reconhecendo a importância dos mares e oceanos enquanto motores da economia europeia com grande potencial para a inovação e o crescimento.

A estratégia tem três vertentes:

1. Medidas específicas em matéria de política marítima integrada: Conhecimento do meio marinho para melhorar o acesso à informação sobre o mar; ordenamento do espaço marítimo a fim de garantir uma gestão eficaz e sustentável das atividades no mar; vigilância marítima integrada para dar aos responsáveis uma melhor imagem do que se passa no mar.

2. Abordagens específicas por bacia marítima, a fim de assegurar a combinação de medidas mais adequada para promover um crescimento sustentável que tenha em conta os fatores climáticos, oceanográficos, econômicos, culturais e sociais locais.

3. Abordagens específicas por atividade: aquicultura; turismo costeiro; biotecnologia marinha; energia dos oceanos; exploração mineira dos fundos marinhos.

O vídeo abaixo do programa Conexão Futura entrevista a consultora de sustentabilidade  Amélia Gonzales que fala sobre a COP 22.

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DESAFIOS DA COP 22

A revista Exame enumera cinco desafios da COP 22:

1. Mecanismos de Financiamento: Para realizar ações necessárias para adaptação às mudanças climáticas.

2. Transposição dos planos nacionais em políticas climáticas: Os governos avaliarão meios de cooperação mútua para garantir a plena implementação das chamadas Contribuições Nacionais.

3. Reporte transparente e confiável do progresso: A COP 22 vai discutir a criação de um sistema comum de reporte transparente e confiável capaz de traduzir, com uniformidade, os esforços de cada país.

4. Inventário global: O inventário estabelecerá o contexto para o aumento da ambição de todas as Partes, analisando o que foi alcançado coletivamente e o que mais precisa ser feito para atingir o objetivo de evitar um aumento de temperatura superior 2 °C e visando um aumento máximo de 1,5 ° C.

5. Realidade pede mais ação: Apesar dos fortes compromissos do Acordo de Paris, os esforços prometidos ainda estão aquém dos desafios climáticos. Um relatório da agência ambiental da ONU (Pnuma) divulgado nesta semana mostrou que o planeta está caminhando para um aumento médio de temperatura entre 2,9°C a 3,4°C  neste século, mesmo com os compromissos do Acordo de Paris.

O vídeo abaixo mostra uma entrevista com um representante do ministério das relações exteriores do Brasil falando sobre a COP 22.

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Referências

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  1. RETROSPECTIVA IANALÍTICA 2016 | ianalítica - 28 de abril de 2017

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