QUALIDADE DA ÁGUA POTÁVEL

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UTILIZAÇÃO DA ÁGUA

A água é uma das maiores riquezas da natureza, é utilizada não só para o consumo humano, como água potável, mas também para consumo animal, recreação, limpeza, irrigação, navegação, indústria e outras aplicações diversas. A água é importante em todos os momentos das nossas vidas, servindo para matar a sede das pessoas e dos animais, preparar os alimentos, irrigar a terra, lavar as mãos, tomar banho, dar descarga no vaso sanitário, escovar os dentes, lavar as roupas, para diversão e diversas outras utilizações agrícolas e industriais. Estima-se que no Brasil 88% do uso da água é usada na agricultura, 7% na indústria e 5 % no uso doméstico.

Mananciais de Água Doce

O ciclo da água no planeta, ou ciclo hidrológico, além de incluir a mudança de estado de líquido para vapor presente no ar atmosférico, faz com que ela circule entre a terra, rios, mares e para a atmosfera. As etapas deste ciclo são: A precipitação, onde água é adicionada, na forma de chuva ou neve, à superfície da Terra a partir da atmosfera; A evaporação, que é o processo de transformação da água líquida para a vapor em oceanos, lagos, represas e rios (vapor d’água); A evapotranspiração, que é o processo de perda de vapor d’água pelas plantas; A infiltração, que é o processo pelo qual a água é absorvida pelo solo; a percolação, processo pelo qual a água entra no solo e nas formação rochosas até o lençol freático e a drenagem, que é o movimento de deslocamento da água nas superfícies, durante a precipitação. Neste caminho a água muda de estado físico e químico diluindo sais minerais, dissolvendo produtos químicos e transportando produtos orgânicos, células vivas, protozoários, vírus e outros bio contaminantes.

Consumo de Água nos Três Setores

A água doce é considerada um dos maiores bens do nosso planeta, encontrada já na forma potável ou facilmente reduzível a esta condição, ela é um elemento básico para a manutenção da vida. Presente em grande quantidade nos corpos de todos os organismos celulares a água é essencial para manutenção da vida, para irrigação e utilizada em muitas atividades industriais.

Tratamento de Água na Indústria

As atividades desenvolvidas no interior das indústrias, consomem muita uma grande quantidade de água. Segundo Arreguín-Cortés (1994) os usos da água na indústria podem ser divididos em transferência de calor (processos de aquecimento ou esfriamento), geração de energia (plantas termoelétricas que utilizam o vapor d’água com o propósito de mover turbinas adaptadas a geradores) e aplicação a processos (transporte de materiais onde são utilizados tubos ou canais para o seu transporte). Dentre as indústrias que consomem grande quantidade de água destacam-se: celulose e papel, siderurgia, textil e mineração, alimentos e bebidas.

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PROBLEMAS RELACIONADOS AOS MANANCIAIS

A expansão, nem sempre ordenada, das sociedades urbanas, fruto da revolução industrial iniciada no início do século XX na Europa, ensaiada no Brasil diversas vezes no passado e agora chegando ao interior, vem poluindo gradativamente as nascentes, os rios, os lagos, lagoas e manguezais.

Poluição de Mineração da Samarco na praia de Regência-ES, 2015.

Poluição de Mineração da Samarco na praia de Regência-ES, 2015.

Poluição em Itapecerica da Serra-SP

Poluição em Itapecerica da Serra-SP

Atualmente a escassez da água é considerada como o problema mais grave do século XXI, logo após o aquecimento climático. A água existe em quantidade limitada na Terra. A água doce representa apenas 2% da superfície terrestre. Seis países possuem a metade da água doce no mundo: Brasil, Rússia, Colômbia Canadá, Indonésia e China.

Dança da Chuva: Manancial Subterrâneo

A maior parte da água disponível na terra está na forma salobra 97%, uma pequena parte, até 3%, está adequada para o uso na forma potável. De toda a água superficial da Terra, 13,7% está no Brasil, desse total, 70% está localizado na região amazônica e apenas 30% está distribuído pelo resto do país. No Brasil, mais de 14 milhões de pessoas não têm acesso a redes de distribuição de água e a contaminação dos mananciais é crescente. Segundo os dados do Censo, em 2008, cerca de 9,4% dos domicílios brasileiros em áreas urbanas não eram servidos por rede de abastecimento de água. Estima-se que o desperdício de água nos sistemas públicos de abastecimento seja de 45% do volume ofertado.

ENTRE RIOS: A Urbanização de São Paulo

Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, aponta os rios: Tietê, Jaboatão dos Gararapes, Iguaçu, Paraíba do Sul  e Tocantins como os mais poluídos do Brasil.

Projeto tenta proteger o Aquífero Guarani

Segundo o estudo de caso AVALIAÇÃO DE MANANCIAIS USADOS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, realizado por: Silva, Soares, Farias, Lima, Teixeira, Silva e Maurício, torna-se cada vez mais urgente a necessidade de escolha de mananciais para o abastecimento público de água. A poluição das águas doces é gerada por: efluentes domésticos (poluentes orgânicos biodegradáveis, nutrientes e bactérias), efluentes industriais (poluentes orgânicos e inorgânicos, dependendo da atividade industrial) e carga difusa urbana e agrícola (poluentes advindos da drenagem destas áreas: fertilizantes, defensivos agrícolas, fezes de animais e material em suspensão). Alguns impactos ambientais nos recursos hídricos brasileiros são causados por: desmatamentos irregulares de matas ciliares; assoreamentos e contaminação de mananciais devido a ações criminosas de mineradoras; aporte de grandes volumes diários de esgoto doméstico e industrial sem qualquer tratamento. As medidas de controle terão eficiência limitada se não abrangerem a bacia hidrográfica como um todo, para efeito do planejamento das atividades a serem realizadas. Dentre as principais técnicas, podem ser citadas: a implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgotos domésticos e industriais; o controle de focos de erosão; a recuperação de rios, de lagos e represas. A recuperação dos rios tem como objetivo o retorno ao seu equilíbrio dinâmico, através da restauração de suas condições naturais, tais como, do sedimento, do escoamento, da geometria do canal, da mata ciliar e da biota nativa.

Poluição da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro

Pelas análises dos últimos relatórios divulgados pela ONU, o uso da água tem crescido a uma taxa duas vezes maior do que o crescimento da população ao longo no último século. A tendência é que o gasto seja elevado em até 50% até 2025 nos países em desenvolvimento; e em 18% nos países desenvolvidos.

Nas águas que rodeiam e servem todos os aglomerados urbanos, além das águas residuais, frutos do desperdício, estão presentes: o esgoto doméstico, aterros sanitários, os efluentes industriais, fertilizantes e agrotóxicos além de sedimentos de mineração e metalurgia.

O resultado da poluição é a destruição lenta e gradual destes mananciais. Os efeitos dos contaminantes na água foram sendo conhecidos também de forma progressiva. O aumento da contaminação da água torna os processos de tratamento e monitoração da qualidade d´água mais complexo e caro.

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DOENÇAS CAUSADAS PELA CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA

Paris foi a primeira cidade com sistema de tratamento de água potável, no início do século XIX. Em 1849 em Londres John Snow estabeleceu uma correlação entre a água contaminada e o cólera. Atualmente relaciona-se várias doenças e infecções à contaminação das águas por agentes patogênicos: tifo, disenteria, cólera, giardíase, hepatite, poliomielite, gastroenterite, criptosporidiose, esquistossomose; ascaridíase.A desinfecção é uma etapa do tratamento da água que tem a função básica de inativar os micro organismos patogênicos (2-4µm), bactérias como salmonela e coliformes (0,5-2µm) e vírus (0,025-1µm). A Giárdia (10-14µm) pode ser excluída facilmente por filtragem, o mesmo não acontece com a Cryptosporidium (4-6µm)

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A ianalítica Consultoria & Treinamento realiza o curso Instrumentação Analítica Industrial onde o participante vai estudar analisadores para águas e gases.

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TRATAMENTO DA ÁGUA POTÁVEL

Antes de ser utilizada para o consumo ou descartada na natureza após o uso a água deve ser tratada para que suas propriedades e constituintes se enquadrem dentro dos valores regulamentados, conforme a legislação vigente. A água captada nos rios é filtrada, decantada e desinfetada para ser transformada em água potável.O tratamento da água potável envolve as seguintes etapas: Na COAGULAÇÃO a água bruta recebe, logo ao entrar na estação de tratamento, uma dosagem de sulfato de alumínio, em seguida ocorre a FLOCULAÇÃO, quando, em tanques de concreto, continua o processo de aglutinação das impurezas, na água em movimento, após a floculação ocorre a DECANTAÇÃO e então a água as impurezas, que se aglutinaram e formaram flocos, vão se separar da água pela ação da gravidade, indo para o fundo dos tanques, depois da decantação a água pe direcionada ao processo de FILTRAÇÃO, onde a água passa por filtros com camadas diversas de seixos (pedra de rio) e de areia, com granulações diversas e carvão mineral, a água filtrada é encaminhada para a DESINFECÇÃO, que pode ser feita através do cloro líquido, do cloro gasoso, do ozônio ou de outras formas como radiação UV, neste estágio a água já é considerada potável e vai para a FLUORETAÇÃO onde é adicionado fluorsilicato de sódio ou ácido fluorsilícico em dosagens adequadas, com o objetivo de reduzir a incidência de cárie dentária. Para a correção do pH é adicionada a cal hidratada ou barrilha leve (carbonato de sódio) para uma neutralização adequada à proteção da tubulação da rede.

tratamento da água

DESSANILIZAÇÃO:

A dessalinização é um processo físico-químico de retirada de sais da água, tornando-a doce, ou potável. Há quatro métodos mais utilizados para promover a conversão da água salgada em doce: a Osmose Inversa, a Destilação Multiestágios, a Dessalinização Térmica e o método por Congelamento.

Água potável: Dessalinização

Um dos métodos mais usados é a Osmose Inversa, também conhecida como Osmose Reversa, que ocorre utilizando membranas de filtros especiais onde a água salgada é pressurizada, fazendo-a atravessar a membrana semipermeável, dotada de poros microscópicos, onde os sais, os microrganismos e outras impurezas são retidas. Desta forma, o líquido puro se “descola” da solução salgada, ficando separado em outro local.

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Acima um sistema de filtros de osmose reversa

A dessalinização é utilizada em países que não possuem muitas reservas de água, como a Arábia Saudita, Israel e Kuwait, ou locais como a Ilha de Chipre e Fernando de Noronha. Este processo de ultra filtração, denominado de osmose reversa, é utilizado também no tratamento de efluentes e águas muito contaminadas.

REÚSO DA ÁGUA

O reúso de água consiste no reaproveitamento de determinada água que foi insumo ao desenvolvimento de uma atividade humana. É o reaproveitamento da água depois que ela cumpriu sua função inicial, sendo necessário um tratamento prévio que varia de complexidade dependendo do uso que dela foi feito. Dessa forma, a água tratada que sai das estações de Tratamento de Efluentes pode ser utilizada para lavagem de ruas, praças e regar jardins.

Um outro exemplo em menor escala é a utilização da água de chuveiros e a água utilizada para lavar louça e lavar roupa, que após um estágio de decantação e desinfecção, poderia ser reutilizada em descarga nos vasos sanitários. Para isso seria necessária a construção de um reservatório para o acúmulo desta água, uma caixa de areia para decantação, um clorador e uma bomba que levaria a água do reservatório para o local de uso.

O maior projeto de reúso de água do mundo

Não devemos confundir reaproveitamento ou reuso de água com aproveitamento de água de chuva, tipos diferentes de tratamento e de manejo. Segundo CETESB, as águas residuais são oriundas de banheiros, cozinhas, lavagens de pavimentos domésticos; águas residuais industriais são provenientes de processos industriais. O artigo 2º da Resolução nº54 DO Conselho Nacional de Recursos Hídricos classifica águas residuais como esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações, indústrias, agroindústrias e agropecuária. Já a água de reúso é definida como aquela água residuária encontrada dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas.

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A QUALIDADE DA ÁGUA

Em estado bruto na natureza, nos cursos d’água ela deve conter uma certa quantidade de oxigênio para manter as formas de vida que nela habitam. Além disso a quantidade de algas presente na água bruta depende também da incidência de luz no corpo d’água.

Os sólidos de origem natural em suspensão na água, servem de abrigo para microorganismos patogênicos, enquanto que os sólidos em suspensão derivados de ações humanas podem estar associados a determinados compostos tóxicos ou organismos patogênicos.

medidor portatil

Acima medição de parâmetros com um analisador portátil

O saneamento da água está relacionado com o abastecimento, o manejo, a coleta e tratamento de esgoto, e o controle de qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades e consumidores em geral.

Embora a composição da água pura seja H2O, a água potável para consumo humano contém uma série de minerais que dão sabor e odor a água. Os principais parâmetros físicos de qualidade da água monitorados numa estação de tratamento são as variáveis físicas, a coloração, os Resíduos Totais, a Temperatura e a Turbidez, condutividade, índice de coagulação, jar test.

Molécula de Água

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MONITORAMENTO DA QUALIDADE DA ÁGUA

No Brasil ainda não é comum encontrar estações de monitoramento de água em corpos d’água na natureza, desta forma as águas são colhidas nos cursos d’água e analisadas em laboratório ou em medidores portáteis.

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Acima tomada manual de amostra de água.

Um exemplo de padrão de amostragem para análise em corpos d’água é descrito na norma NBR-9897 que define como deve ser o planejamento de amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores com o seguinte procedimento: Amostrar ao longo do corpo d’água e jusante do último lançamento; Conhecer o regime de lançamento de efluentes; Definir os parâmetros a serem determinados; Amostrar no mínimo em  períodos mensais para controle; amostrar no mesmo ponto para análises físicas, químicas e biológicas; Saber se a distribuição é homogênea; Amostrar sedimentos quando se quiser conhecer o desenvolvimento da poluição ao longo do tempo e o potencial risco de acumulação de substâncias químicas para a biota; Relacionar a carga poluidora com a capacidade de assimilação do corpo receptor (vazão); Evitar locais de estagnação de água.

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Acima um Sistema de Monitoramento de Água em Tempo Real (SMATER)

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A ianalítica Consultoria & Treinamento realiza o curso Instrumentação Analítica Industrial onde o participante vai estudar analisadores para águas e gases.

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TIPOS DE ANÁLISES

O monitoramento contínuo de propriedades e da qualidade da água permite atuar de forma eficiente na adição de produtos químicos, no controle do tratamento da água adequando-a aos padrões exigidos e em soluções aquosas de processo de forma econômica, minimizando o desperdício e otimizando as malhas de controle para fatores ligados a qualidade final e a variação da carga e da demanda.

Dependendo da finalidade e do tipo da água, diversos tipos de análises são requeridas para sua especificação. A maioria das análises feitas nas águas brutas e potáveis são feitas em laboratórios ou manualmente por um analista, que segue uma metodologia padronizada por algum instituto de regulação reconhecido.

Variáveis Químicas da Água:

Teores de: Alumínio; Bário; Cádmio; Carbono Orgânico Dissolvido e Absorbância no Ultravioleta; Chumbo; Cloreto; Cobre; Condutividade; Cromo; DDT; Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5,20); Demanda Química de Oxigênio (DQO); Fenóis; Ferro Total; Fluoreto; Fósforo Total; Manganês; Mercúrio; Níquel; Óleos e Graxas; Ortofosfato Solúvel; Oxigênio Dissolvido (OD); Potencial de hidrogênio (pH); Potássio; Potencial de Formação de Trihalometanos; Radioatividade α e β;  Série de Nitrogênio – (amônia, nitrato, nitrito e nitrogênio orgânico); Sódio; Surfactantes; Zinco.

Além disso são monitorados em laboratórios as variáveis microbiológicas como coliformes termotolerantes, criptosporidíase, giárdia e outras

Em se tratando de analisadores industriais para monitoramento contínuo as aplicações mais comuns são para as seguintes análises: Acidez; Alcalinidade; Demanda bioquímica de Oxigênio (DBO); Demanda química de Oxigênio (DQO); Cromo; Condutividade; Oxigênio Dissolvido; Níquel; Nitrato; Nitrogênio, Total, Nitrogênio amoniacal; Potencial de oxidação-redução (ORP); pH; Fósforo; Salinidade; Sólidos suspensos; Sólidos Totais Dissolvidos (TDS ou STD); Carbono Orgânico Total (TOC ou COT); Turbidez (NTU, FNU, FTU, EBC).

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TURDIDEZ E SÓLIDOS SUSPENSOS

Os sólidos em suspensão de origem de atividades humanas são os despejos domésticos e industriais e as erosões que propiciam o desenvolvimento de microrganismos. Estes sólidos em suspensão podem estar associados a determinados compostos tóxicos ou organismos patogênicos. Os esgotos sanitários e diversos efluentes industriais também provocam elevações na turbidez das águas.

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Acima um turbidímetros fabricado pela Zullig

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Acima um turbidímetros fabricado pela ABB

Turbidez é o termo aplicado para medir a matéria suspensa de qualquer natureza, presente na água. A turbidez representa o quão turva está água, está relacionado a quantidade de sólidos suspensos se caracteriza pela “nebulosidade” da água e pode ser interpretada como a ausência de claridade ou brilho. A medição de turbidez durante todo o processo de tratamento é importante para determinar a quantidade de reagentes e o tempo de decantação necessário para clarificar a água.

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Os turbidímetros são utilizados para avaliar a água bruta na captação da estação e tratamento, entre os filtros e na dosagem de químicos. O princípio de funcionamento dos turbidímetros é baseado na transmissão e espalhamento da luz pelas partículas em suspensão.

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ANALISADOR DE pH

O pH é uma grandeza que descreve o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução. Utiliza como sensor eletrodos potenciométricos que geram uma milivoltagem em função da acidez ou alcalinidade da água.

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Um sistema de medição de pH é composto de dois eletrodos e uma unidade eletrônica. Num medidor industrial utiliza-se um terceiro eletrodo para compensação da temperatura.

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A figura acima mostra um sistema de medição de pH com dois eletrodos.

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ANALISADOR DE CLORO

A desinfecção pode agir de três formas: destruição da estrutura da célula, interferência no seu metabolismo, interferência na biosintese. O desinfetante químico mais usado é o cloro, mas também pode-se encontrar o ozônio, hipoclorito de sódio, dióxido de cloro, permaganato de potássio e outros. Compostos gerados na cloração podem ser danosos a saúde. Desinfecção da água: O cloro é empregado para potabilizar a água de consumo dissolvendo-o na mesma e a em estações de tratamento de esgoto.

Em 1979 a EPA estabeleceu 0,100 mg/l (miligrama por litro) com a concentração máxima total de trihalometano (THM) em água para o abastecimento público, em 2000 a EPA estabelece como valor final para concentração máxima 0,080 mg/l. No Brasil, somente a partir de 1990, pela Portaria nº 36,de 19 de Janeiro, do Ministério da Saúde ficou estabelecido que o valor máximo permitido (VMP) é 0,100 mg/l (BRASIL, 1990). a portaria do Ministério da Saúde (Artigo 13 = valor máximo permitido de cloro livre: 0,5 ppm. A Portaria 518 do Ministério da Saúde exige que a água para consumo humano apresente concentrações igual ou superiores a 0,2 mg/L de Cloro Residual Livre.

Os princípios utilizados para a medição de cloro são: Amperométrico; Potenciométrico; Íon Seletivo e Colorimétrico DPD.

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Acima o analisador de cloro colorimétrico DPD da ABB

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ANALISADOR DE OXIGÊNIO DISSOLVIDO (OD)

O principal efeito ecológico da poluição orgânica em um curso d’água é o decréscimo dos teores de oxigênio dissolvido. A medição do oxigênio dissolvida na água tem as seguintes aplicações: TRATAMENTO DE EFLUENTE: otimização da entrada do oxigênio no tanque ativado de lodo (passo biológico) dos geradores de purificação; ÁREAS DE PESCA: o controle do oxigênio na água, que devem ser condicionadas para a espécie dos animais em produção; FONTE DE ÁGUA POTÁVEL: otimização do passo de aeração da água; TECNOLOGIA AMBIENTAL:  cálculo da qualidade da água superficial.

A medição do oxigênio dissolvido segue as determinações da norma ABNT-NBR 11958 e da seção 4500-O da APHA (American Public Health Association). Durante anos foram desenvolvidos vários métodos para determinação do oxigênio dissolvido. Dependendo do método, pode variar aspectos como sensibilidade e a suscetibilidade a interferência por contaminação na presença de compostos indesejáveis no fluxo da amostra. Alguns métodos requerem uma amostra muito limpa, destituído de combinações de substância química estranhas, mas só alguns são adaptáveis a medida on-line contínua.

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Acima célula de OD por membrana

Os métodos mais comuns de medição do OD são: método eletroquímico galvânico e polarográfico e o método de fluorescência.

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Acima célula de OD por fluorescência

ANALISADOR DA DEMANDA BIOLÓGICA DE OXIGÊNIO (DBO)

A estabilização ou decomposição biológica da matéria orgânica lançada ou presente na água envolve o consumo de oxigênio (molecular) dissolvido na água, nos processos metabólicos desses organismos biológicos aeróbicos. No tratamento de esgotos por processos aeróbios, é fundamental o adequado fornecimento de oxigênio para que os microrganismos possam realizar os processos metabólicos conduzindo à estabilização da matéria orgânica.

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Acima um analisador industrial de DBO

Os dois mais importantes parâmetros indicadores de poluição orgânica são a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e a Demanda Química de Oxigênio (DQO), que podem classificar o grau de contaminação de um efluente em fraco, médio ou forte. A DBO retrata a quantidade de oxigênio requerida para estabilizar, através de processos bioquímicos, a matéria orgânica carbonácea. É uma indicação indireta, portanto, do carbono orgânico biodegradável. O DBO é definido como a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica biodegradável sob condições aeróbicas, ou seja, avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) em mg/L de O2, que será consumido pelos organismos aeróbios ao degradarem a matéria orgânica.

SONDA DE MEDIÇÃO MULTIPARÂMETROS

Esta sonda contem vários sensores e é capaz de realizar várias medições simultaneamente, normalmente utilizam sensores de: Condutividade, pH, turbidez e oxigênio dissolvido.

sonda multipar

Acima uma sonda multiparâmetro para água

REGULAMENTAÇÕES

Uma grande variedade de métodos de análise da água em laboratório foram desenvolvidos e regulamentados. Algumas análise foram sendo adaptadas para melhor atender as necessidades de obter a informação de forma mais rápida, precisa e barata.

No Brasil as regulamentações estão concentradas na Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) – 1997 do Ministério do Meio ambiente e no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos(Singreh). Um exemplo disso é a portaria Nº518 do Ministério da Saúde que estabelece procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água. Um outro exemlo importante seria a portaria CONAMA 357 – Classificação e Enquadramento de Corpos de Água, Padrão de Lançamento de Efluente. (responsabilidades, padrões e plano de amostragem.

REFERÊNCIAS:

Por: Sergio de Oliveira Trindade

Para saber mais sobre medição de pH visite o post CONCEITOS BÁSICOS SOBRE pH

Para saber mais sobre qualidade da água e conhecer outros analisadores utilizados no seu tratamento, acesse QUALIDADE DA ÁGUA POTÁVEL.

Para saber mais sobre calibrações visite o post METROLOGIA QUÍMICA.

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  1. CONCEITOS BÁSICOS SOBRE pH | ianalítica - 30 de junho de 2016

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