TECNOLOGIAS EMERGENTES

AS TECNOLOGIAS QUE MARCARÃO 2016

Visão Geral das Tecnologias Emergentes

O homem cria a tecnologia da informação, ela interfere na vida do homem, ele se surpreende com o seu crescimento e muda seus paradigmas para se adaptar a ela. Este post é uma compilação de releitura ilustrada feita dentre outras fontes, a partir de artigo de Vivek Wadhwa, ao qual adicionei alguns links de aprofundamento.

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As tecnologias citadas por ele são: Inteligência artificial, robótica, automóveis conduzidos sem motoristas, realidade virtual, Internet das coisas, espaço. No artigo publicado em seu site, Vivek Wadhwa fala sobre as principais tecnologias que predominarão neste ano de 2016, seguindo um crescimento exponencial destas tecnologias da informação que muitas vezes, em convergência, ultrapassam e entram em conflito com questões éticas e legais. Segundo o autor, o ano passado foi o ponto de inflexão na adoção global da Internet, dispositivos médicos digitais, blockchain (bancos de dados distribuídos), edição de gene, drones, e energia solar. Este ano vai ser o início de uma revolução ainda maior, aquela que vai mudar a maneira como vivemos, vamos visitar novos mundos, e nos levar a um futuro sem emprego. Sim, com toda boa lá é uma má; coisas maravilhosas se tornará possível, mas com eles também criará novos problemas para a humanidade.

Fonte: http://wadhwa.com/2016/01/12/these-6-technologies-will-define-2016/

O site da BBC enumera as 10 tecnologias emergentes que ‘mudarão o mundo’ como sendo: Carros movidos a hidrogênio; Robótica; Plástico ‘thermoset’ reciclável; Engenharia genética agrícola; Manufatura aditiva (impressão 3D); inteligência artificial; Manufatura descentralizada; Drones inteligentes; Tecnologia neuromórfica; Genoma digital.

Saber+: 10 tecnologias emergentes que ‘mudarão o mundo’

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

IA

Wadhwa afirma que há méritos e críticas à inteligência artificial. Mesmo que os computadores tenham batido mestres de xadrez, aprendido a falar conosco e dirigir carros, ainda são imperfeitos e irritante.

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ROBÓTICA

O evento Desafio de Robótica  DARPA 2015 propôs para os robôs um circuito ao longo de oito tarefas simulando uma zona de desastre. Waghwa diz que era quase cômico vê-los se movendo na velocidade do melaço, congelando-se e caindo. Esqueça de vê-los dobrando roupa e servindo os seres humanos; estes robôs mal podiam andar.

No entanto uma nova geração de robôs está sendo introduzida por empresas como a suíça ABB, Universal Robots da Dinamarca, e Rethink Robotics de Boston. Robôs destros o suficiente para enfiar uma agulha e sensíveis o suficiente para trabalhar ao lado de seres humanos.

darpa

Acima ilustração do Desafio de robótica DARPA

O Desafio DARPA inclui: 1. Dirigir um veículo utilitário no local do desastre; 2. Caminhar sobre escombros desmontados; 3. Retirar os resíduos que bloqueiam uma porta de entrada; 4. Abrir a porta e entrar em um edifício; 5. Subir em uma escada industrial e atravessar uma passarela industrial; 6. Usar uma ferramenta para quebrar através de um painel de concreto; 7. Localizar e fechar uma válvula perto de um tubo de escape; 8. Liguar uma mangueira de incêndio a um tubo vertical e ligue uma válvula.

Sobre este desafio, o site brasileiro defesanet.com.br afirma que “Apesar de alguns dos robôs terem conseguido completar o percurso, outros tentaram em vão agarrar o nada, bateram de frente com paredes ou simplesmente foram de cara no chão, como que soterrados pela pura incapacidade de cumprir o desafio. Ao mesmo tempo, os esforços dos operadores humanos para ajudar as máquinas ao longo do trajeto pode dar pistas de como a interação homem-máquina pode ser usada em vários ambientes”

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CARROS AUTO CONDUZIDOS

Considerados no passado como ficção científica, carros autônomos foram uma grande novidade em 2015. O Google ultrapassou a marca de um milhão de milhas com seus protótipos; A Tesla começou a libertar funcionalidade em seus carros; e grandes fabricantes de automóveis anunciaram seus planos para “robocars”. Eles estes estão vindo, independente se estamos prontos ou não.

Apesar dos temores contra a segurança, os primeiros ensaios de carros sem motoristas nas estradas britânicas começaram a partir de janeiro 2015. Os carros são guiados por radar, sensores laser, câmeras e outros sensores.

Todos os modelos são deverão ter um comando manual, que permite ao condutor assumir o controle, se necessário. Os carros podem ser utilizados em tráfego regular de forma independente ou como um “trem de estrada”, onde trabalham com outros veículos sem condutor para se mover através de trânsito como um comboio.

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Recursos comumente disponíveis no “driveless car”. Fonte: http://www.dailymail.co.uk/

 

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REALIDADE VIRTUAL

realidade virtual

A realidade virtual deve mudar como aprendemos e como nos divertirmos. Segundo Waghwa, as primeiras versões dos óculos de realidade virtual vão certamente ser caros, desajeitados, causarão tonturas e outras reações adversas. Mas os preços vão cair, as capacidades irão aumentar, e as limitações vão diminuir como é o caso com todas as tecnologias exponenciais, e 2016 vai marcar o início da revolução de realidade virtual.

Atualmente há vários modelos disponíveis como: o Oculus Rift (US$350), o Samsung Gear VR (US$199), o Google Cardboard (£10), o HTC Vive, o Sony Morpheus e outros.

Waghwa afirma que estes sistemas de realidade virtual permitem-nos a caminhar praticamente na superfície de outro planeta, jogar laser tag com um amigo 3.000 milhas de distância, ou assistir a um dos maiores cirurgiões cardíacos do mundo executar uma operação como se estivéssemos olhando por cima do ombro. Os custos dos fones de ouvido estão caindo mesmo quando a qualidade é crescente. De alta qualidade óculos de imersão total VR já custar tão pouco quanto $ 100 e incorporar monitores de alta definição.

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INTERNET DAS COISAS

IoT

O conceito de internet das coisas pressupõe a existência de dispositivos eletrônicos se comunicando digitalmente em rede, ou seja, de chuveiros que controlam a quantidade de água que usamos, passando por escovas de dentes que se adaptam às para cavidades bucais, até frigoríficos que pedem alimentos que estão acabando, todos estes recursos estão no caminho da internet das coisas.

Segundo a Wikipédia, a Internet das coisas é uma revolução tecnológica que representa o futuro da computação e da comunicação e cujo desenvolvimento depende da inovação técnica dinâmica em campos tão importantes como os sensores wireless e a nanotecnologia.

Primeiro, para ligar os objetos e aparelhos do dia-a-dia a grandes bases de dados e redes e à rede das redes, a Internet, é necessário um sistema eficiente de identificação. Só desta forma se torna possível coligir e registrar os dados sobre cada uma das coisas. A identificação por rádio frequência RFID oferece esta funcionalidade. A tecnologia RFID que usa frequências de rádio para identificar os produtos é vista como potenciadora da Internet das Coisas. Embora algumas vezes identificada como a sucessora dos códigos de barras os sistemas RFID oferecem para além da identificação de objetos informações importantes sobre o seu estado e localização.

Waghwa cita que Mark Zuckerberg anunciou recentemente planos para criar o seu próprio mordomo artificial inteligente, controlado por voz para ajudar a executar a sua vida em casa e no trabalho. Para isso, ele vai precisar de aparelhos que podem falar com seu mordomo digital – um ligado casa, escritório e carro.

Ficção ou não, Wadhwa propõem a visão que a partir de 2016, tudo será ser conectado – incluindo nossas casas e aparelhos, nossos carros, luzes da rua, e instrumentos médicos. Eles vão estar compartilhando informações umas com as outras e, talvez, fofocando sobre nós, e irá introduzir riscos de segurança em massa, bem como muitas eficiências.

Na indústria a internet das coisas passa por instrumentos smart, tecnologias de comunicação, protocolos de redes, integração de sistemas e softwares de mineração de dados, cyber security, e gerenciamento de ativos, de processos e ERP.

Sabe+

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ESPAÇO

espaço

Wadhwa  descreve que foguetes, satélites e naves espaciais eram coisas que os governos construíam – até que Elon Musk entrou no ringue em 2002, com o arranque SpaceX. Uma década depois, ele demonstrou a capacidade de acoplar uma nave espacial com a Estação Espacial Internacional e voltar com carga. Um ano depois, ele lançou um satélite geoestacionário comercial. E então, em 2015, Jeff Bezos, cuja empresa espacial, Blue Origin, lançou um foguete de 100 quilômetros no espaço e pousou seu propulsor dentro de cinco pés de sua plataforma de lançamento. Este é um feito que a SpaceX só alcançou um mês mais tarde.

O site Hypescience enumera 5 tecnologias do futuro que irão apoiar as viagens espaciais: Startram, o trem espacial magnético; Pegar caronas nos cometas; a Sonda Solar Plus; Colônia em Marte; O All-Terrain Hex-Limbed Extraterrestrial Explorer – ATHLETE; Casas em Marte feitas em impressoras 3D; A “Bola de Praia” Coronagraph da NASA; A tecnologia futurística da Honeybee Robotics; O gerador de energia solar em órbita SPS-ALPHA; A missão espacial “Objetivo Europa”.

A revista eletrônica Techmundo, enumera cinco desafios da exploração espacial:

  • Um dos maiores desafios que os humanos precisam enfrentar se quiserem levar seus domínios para outros planetas está na energia. Quanto mais longe quisermos ir, mais combustível precisamos ter para que seja possível chegar até lá — e voltar;
  • Quando conseguirmos criar combustíveis mais eficientes e foguetes capazes de nos levar para além de Marte, surge o segundo desafio que poucos astronautas gostariam de enfrentar pessoalmente: a poluição espacial;
  • Não existem navegadores GPS para foguetes. A empresas espaciais precisam criar métodos que deixem as comunicações mais leves, e isso vai desde a distribuição das tarefas em relógios localizados até a troca de lasers atuais por outros com maior largura de banda.
  • No espaço, sem a camada de ozônio estaremos expostos a radiação. a presença de radiação ainda é um dos grandes obstáculos para a colonização humana em Marte, por exemplo. Se levarmos em consideração o espaço por si só, a radiação também é um problema real e evidente.
  • Só existe uma Terra em todo o Universo e isso significa que são mínimas as chances de encontrarmos algum planeta com características similares às encontradas aqui. Vale dizer que é esse também o motivo pelo qual é praticamente impossível encontrar alguma civilização com as características humanas.

No Brasil os desafios estão concentrados no desenvolvimento dos veículos de lançamento, que servem para levar satélites de natureza civil ou militar, em suas múltiplas aplicações, ou para levar cargas, civis ou militares. Segundo a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), há o desafio dos recursos humanos e o dos recursos para a construção de instalações e equipamentos. Como formar as pessoas, como formar os técnicos, como formar os professores, como atrair jovens para essas atividades, para que a elas se dediquem; e também como dispor dos recursos, já que essa é uma atividade que não se resume apenas à atividade individual, mas é vinculada a equipamentos de custo muito elevado, desde os grandes computadores aos equipamentos para a construção de satélites, para o lançamento de veículos, para a construção das plataformas. Na verdade não temos programas, mas um conjunto de iniciativas do Inpe, um conjunto de iniciativas do CTA, do IAE, um conjunto de iniciativas da indústria, o que não constitui um programa, apesar de ter esse rótulo.

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